O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Delegação da União Europeia (UE) no Brasil lançaram nesta sexta-feira (26) em Brasília um projeto de cooperação técnica na Amazônia, chamado “Pacto Municipal para a Redução do Desmatamento”.
O projeto, que tem financiamento da União Europeia, pretende investir, ao longo de três anos, 4,9 milhões de euros (R$ 11,2 milhões) no município de São Félix do Xingu (PA), um dos que mais causam desmatamento na Amazônia. Em 2009, o município desmatou pouco menos de 450 km 2 mas em 2001 a taxa chegou a 1,6 mil km 2.
“Este não é um papel único do governo do município, ou do estado, ou do governo federal. Precisamos de todos os atores que estão nesta sala representados. A regularização ambiental é o primeiro passo”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O projeto será executado pelo MMA, com apoio técnico da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). Além do investimento da União Europeia, haverá uma contrapartida brasileira de cerca de 1,9 milhão de euros (R$ 4,4 milhões).
O diretor de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mauro Pires fez uma breve apresentação do projeto e explicou que a ação pretende dar ao município de São Félix do Xingu instrumentos adequados para a gestão ambiental e territorial visando o controle do desflorestamento.
“Uma das formas será financiar a regularização das terras de agricultores familiares. Uma família gastaria no mínimo R$ 2.500 para registrar terras. A ideia é que o projeto arque com esses custos, que serão mais baixos já que o processo será feito em larga escala”, disse Pires.
Entre as autoridades, participaram da cerimônia o espanhol Juan Victor Monfort, encarregado de negócios da Delegação da União Europeia no Brasil, e o moçambicano Hélder Muteia, representante da FAO no Brasil. Ao fim de sua fala, a ministra do Meio Ambiente fez pedidos ao prefeito de São Félix do Xingu, Antônio Levino, e aos parceiros internacionais.
“Peço que o prefeito faça de São Félix do Xingu um exemplo para outras iniciativas na Amazônia. E peço à UE e à FAO que possamos ampliar essa cooperação a partir dos resultados”, declarou Izabella Teixeira. (Fonte: Fábio Tito/ G1)
Dr. Simplício comentando a notícia:
É importante que se faça uma boa gestão para que o projeto sirva de exemplo para outras ações na floresta.
É preciso que o Brasil tenha um conceito “A” na gestão dos recursos internacionais alocados na preservação ambiental, principalmente dos recursos gastos na Amazônia.
O resultado esperado pelo Brasil e pelo Mundo é a redução do desmatamento a níveis próximos de zero rumo ao desenvolvimento sustentável da floresta, principalmente na sua porta de entrada.
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