sábado, 27 de novembro de 2010

Desenvolvimento sustentável só com equilíbrio cambial e juros baixos, diz economista



O Brasil só alcançará o desenvolvimento sustentável depois do equilíbrio interno do câmbio, com juros mais baixos e estabilidade no balanço de pagamentos. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (26) pela economista Maria da Conceição Tavares, ao participar da 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), promovida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Segundo Conceição, não se deve esperar muito de grupos de países como o G7, porque cada um vai sempre querer resolver seus problemas internos sem uma visão para benefício mundial. Por isso, disse ela, o Brasil tem de se preocupar consigo, mas levando em conta que “políticas macroeconômicas não podem atrapalhar o desenvolvimento interno”.
Na opinião da economista, a alta taxa de juros no Brasil atrai capital externo especulativo, ao mesmo tempo em que o real está mais valorizado do que as moedas dos 70 principais 70 países. Por isso, Conceição Tavares afirma que é preciso conter a entrada de recursos estrangeiros no país.
Ela recomenda ainda o país a baixar lentamente a taxa de juros e a desvalorizar o real, por considerar que a proporção cambial do momento “afeta a indústria, provocando desindustrialização e retraindo o crescimento econômico”.
Desde quarta-feira (24), a 1ª Code está promove debates entre representantes de diversos setores do governo e da sociedade civil sobre estratégias de desenvolvimento. Foram nove painéis temáticos e 88 oficinas. Houve lançamentos de livros, foram organizadas exposições e apresentações artísticas e culturais, abertas ao público. Um dos livros lançados foi Desenvolvimento e Igualdade, que homenageia Maria da Conceição Tavares pela passagem de seus 80 anos.
A economista mostra-se otimista em relação ao governo de Dilma Rousseff, afirmando que a presidenta eleita “é corajosa e tem discernimento” e que os brasileiros precisam pedir a Deus proteção coletiva, e não individual.
Ela defende um trabalho voltado para o equilíbrio na política fiscal, sem deixar de lado a prática de uma política de universalização da saúde e da educação. Ao empresariado ela sugere que aproveite os juros baixos no exterior e compre financiado e recomenda à área econômica atenção tanto com a inflação de custo quanto com a de demanda.
Sobre a economia global, Conceição Tavares destaca que o mundo está numa “situação econômica preocupante”, enquanto o Brasil e a China “arrumam a casa”. Ela vê com pessimismo a situação de alguns países europeus, que “têm muito déficit em suas contas e altas taxas de desemprego”.
Conceição ressalta que o Banco Europeu luta para controlar a moeda do bloco (euro), mas sem a contribuição do Banco Central alemão, que está fora, por ter uma visão muito conservadora ao lidar com a conjuntura. Para a economista, a Europa terá dificuldade de executar uma política anticíclica no quadro atual, desencadeado com a quebra dos bancos no final de 2008. (Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil)


Dr. Simplício comentando a notícia:

A meta do Brasil como de muitas outras nações é alcançar o desenvolvimento sustentável mais rápido.

No entanto tem para que isso possa vir a ocorrer no Brasil há que se fazer o dever de casa, dentre os quais equilibrar internamente o câmbio pagando o preço da redução dos juros, diga-se de passagem, convenhamos, o mais caro do mundo.

É preciso coragem e equilíbrio para saber afastar o perigo da especulação internacional. Como sabem, podemos dormir ricos e acordar pobres no dia seguinte, isso se o capital especulativo bater asas em busca de novas fontes de ganho fácil. (O Brasil hoje representa ganho especulativo). Sugestão: regulamentar melhor a entrada de capital internacional no país, principalmente em dólares.

O Brasil precisa diminuir gradativamente a taxa de juros da economia e desvalorizar um pouquinho o real para garantir empregos.

Só assim daremos ao mundo um exemplo concreto de sustentabilidade, saindo do discurso e indo para prática.

União Europeia dará 4,9 milhões de euros para projeto na Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Delegação da União Europeia (UE) no Brasil lançaram nesta sexta-feira (26) em Brasília um projeto de cooperação técnica na Amazônia, chamado “Pacto Municipal para a Redução do Desmatamento”.
O projeto, que tem financiamento da União Europeia, pretende investir, ao longo de três anos, 4,9 milhões de euros (R$ 11,2 milhões) no município de São Félix do Xingu (PA), um dos que mais causam desmatamento na Amazônia. Em 2009, o município desmatou pouco menos de 450 km 2 mas em 2001 a taxa chegou a 1,6 mil km 2.
“Este não é um papel único do governo do município, ou do estado, ou do governo federal. Precisamos de todos os atores que estão nesta sala representados. A regularização ambiental é o primeiro passo”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O projeto será executado pelo MMA, com apoio técnico da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). Além do investimento da União Europeia, haverá uma contrapartida brasileira de cerca de 1,9 milhão de euros (R$ 4,4 milhões).
O diretor de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mauro Pires fez uma breve apresentação do projeto e explicou que a ação pretende dar ao município de São Félix do Xingu instrumentos adequados para a gestão ambiental e territorial visando o controle do desflorestamento.
“Uma das formas será financiar a regularização das terras de agricultores familiares. Uma família gastaria no mínimo R$ 2.500 para registrar terras. A ideia é que o projeto arque com esses custos, que serão mais baixos já que o processo será feito em larga escala”, disse Pires.
Entre as autoridades, participaram da cerimônia o espanhol Juan Victor Monfort, encarregado de negócios da Delegação da União Europeia no Brasil, e o moçambicano Hélder Muteia, representante da FAO no Brasil. Ao fim de sua fala, a ministra do Meio Ambiente fez pedidos ao prefeito de São Félix do Xingu, Antônio Levino, e aos parceiros internacionais.
“Peço que o prefeito faça de São Félix do Xingu um exemplo para outras iniciativas na Amazônia. E peço à UE e à FAO que possamos ampliar essa cooperação a partir dos resultados”, declarou Izabella Teixeira. (Fonte: Fábio Tito/ G1)



Dr. Simplício comentando a notícia:


É importante que se faça uma boa gestão para que o projeto sirva de exemplo para outras ações na floresta.

É preciso que o Brasil tenha um conceito “A” na gestão dos recursos internacionais alocados na preservação ambiental, principalmente dos recursos gastos na Amazônia.

O resultado esperado pelo Brasil e pelo Mundo é a redução do desmatamento a níveis próximos de zero rumo ao desenvolvimento sustentável da floresta, principalmente na sua porta de entrada.


México acredita em aprovação do Fundo Verde durante COP-16



O governo mexicano acredita que a 16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-16), a ser realizada na cidade mexicana de Cancún na próxima semana, vai aprovar a criação de um fundo financeiro a longo prazo, conhecido como Fundo Verde, para apoiar as nações em desenvolvimento na luta contra a mudança climática.
A ministra mexicana de Relações Exteriores, Patricia Espinosa, declarou em entrevista à agência de notícias Efe que o fundo pode contar com US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 e seria destinado exclusivamente aos países em desenvolvimento.
De acordo com a ministra, que presidirá a COP-16, é possível que a reunião aprove as regras gerais para o funcionamento do fundo a longo prazo, mas provavelmente não será decidido qual instituição o administrará.
“Ainda não conseguimos uma visão unificada para decidir se vamos usar instituições que já existem ou se devemos criar um novo órgão”, disse a secretaria de Relações Exteriores.
No entanto, ela se mostrou partidária de “não gerar mais burocracia e usar instituições existentes, como os bancos de desenvolvimento”.
Patricia ainda afirmou que a conferência de Cancún poderá fechar acordos para facilitar a transferência de tecnologia de países desenvolvidos a nações em desenvolvimento. (Fonte: Folha.com)


Dr. Simplício comentando a notícia:

É importante e se faz necessário que o fundo verde, acaso aprovado, seja administrado aproveitando as instituições desenvolvimentistas sérias existentes, evitando-se burocracias de criação de organismos que só retardariam as ações, haja vista que o planeta tem pressa, eis que o maior inimigo é o tempo.

A visão unificada se faz premente.

Que venha o fundo verde já!